O mau hálito é um baita problema. Também conhecido como halitose,
atinge 30% da população brasileira, segundo a Associação Brasileira de
Halitose (ABHA) e pode ser provocado por diversos motivos, como falta de
higiene bucal, má alimentação e algumas
doenças.
doenças.
Se você sofre a condição, saiba que é possível descobrir as causas do
mau hálito em apenas alguns minutos, com um simples exame chamado de
Cromatografia Gasosa do Hálito. O teste usa um aparelho que é parecido
com um bafômetro e consegue detectar
e medir a quantidade dos três gases que causam a halitose: o sulfureto, o metil mercapitana e o dimetil sulfeto.
e medir a quantidade dos três gases que causam a halitose: o sulfureto, o metil mercapitana e o dimetil sulfeto.
“No exame, o paciente deve bochechar durante um minuto um líquido
chamado cisteína, um aminoácido que serve como estímulo para as
bactérias que produzem o mau hálito.
Depois, fica com a boca completamente fechada por três minutos. Após esse tempo, coleta-se com uma seringa cerca de 1 ml da amostra do hálito e injetamos no aparelho, que iniciará a averiguação dos gases. Em cerca de quatro a oito minutos, dependendo
do aparelho, temos o resultado”, explica Marcus Vinicius Simone, especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial pela Universidade de São Paulo (USP).
Segundo Maurício Conceição, membro fundador e ex-presidente da ABHA, ao término do exame é exibido um gráfico com os resultados, informando as concentrações dos gases. “Esse laudo servirá para que um especialista indique a melhor solução para o
paciente, caso seja constatado que ele tem halitose.”
Além desse teste, há outras análises para detectar o problema. A mais
prática delas é o teste sensorial baseado na percepção do mau hálito.
“Este método não necessita de equipamentos ou técnicas sofisticadas,
apenas um tubo plástico que é inserido na boca
do paciente, usado para que o examinador sinta o odor do ar exalado pelo indivíduo”, conta Carlos Alberto Monson, dentista e professor da pós graduação em medicina da Faculdade IPEMED, em São Paulo.
do paciente, usado para que o examinador sinta o odor do ar exalado pelo indivíduo”, conta Carlos Alberto Monson, dentista e professor da pós graduação em medicina da Faculdade IPEMED, em São Paulo.
As causas
Diversos são os motivos para o desenvolvimento do mau hálito, porém,
de acordo com a ABHA, 90% dos casos são de origem bucal. “Entre os
principais fatores estão: má higienização bucal, saburra lingual, placa
bacteriana, cáries dentárias abertas e
extensas, neoplasias, estomatite, restaurações ou próteses mal adaptadas, hipofunção de glândulas salivares anquiloglossia, periodontite e cáseo amigdaliano”, afirma Rafael Landim, dentista graduado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Araçatuba.
extensas, neoplasias, estomatite, restaurações ou próteses mal adaptadas, hipofunção de glândulas salivares anquiloglossia, periodontite e cáseo amigdaliano”, afirma Rafael Landim, dentista graduado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Araçatuba.
O diabetes também pode causar a halitose. Além disso, hábitos ruins como tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas, a diminuição na produção da saliva, alterações nos pulmões, no fígado e no intestino e sinusite aguda, em que ocorre o gotejamento da
secreção infectada na garganta, também ocasionam o mau hálito.
“O refluxo gastroesofágico é outra coisa que pode levar ao mau odor
na boca, por causa da transmissão do conteúdo do estômago até o esôfago e
laringe”, explica Ligia Maeda, otorrinolaringologista especialista em
halitose do Hospital Paulista, em São Paulo.
Como acabar de vez com o mau hálito?
Após identificar a causa do problema com o exame, a pessoa é
direcionada ao tratamento. Se for de origem bucal, é indicada a limpeza e
higienização correta da boca, feita por um dentista. Inicialmente, ele
irá remover as bactérias que estão gerando o odor ruim. “Após isso, o
paciente receberá orientações de como fazer a correta limpeza da boca,
com a indicação de produtos específicos para que essa higiene se
mantenha eficiente”, fala Tamara Vilela de Pinho Leite, dentista formada
pela Universidade de São Paulo (USP).
Para evitar que a halitose se instale em sua boca, o melhor remédio é
sempre a prevenção. “Indico a higienização e hidratação bucal de forma
adequada, assim como manter horários curtos entre refeições, eliminar
infecções na boca e evitar alimentos compostos de enxofre ou outros
gases”, ensina Sandra Torres, professora do Departamento de Patologia e
Diagnóstico Oral da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenadora do Programa Saúde Bucal Especial do
Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Além disso, é importante
realizar um check-up anual para saber se você não possui nenhuma doença
que pode ser a causadora do mau hálito.
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Saúde
