As investigações da Polícia Civil indicam que a jovem Renata Larissa
dos Santos, de 22 anos, foi estuprada e morta pelo policial militar
Peterson Mota Cordeiro, 30. Em entrevista coletiva realizada nesta
quinta-feira (2), a delegada Eliete Kovalhuk, da Delegacia da Mulher,
afirmou que vídeos encontrados na casa do acusado mostram o momento em
que a vítima foi violentada.
Essas imagens levaram os policiais a identificarem Renata Larissa
como a jovem que havia desaparecido no dia 27 de maio em Colombo, na
região metropolitana de Curitiba. “Esse homem já estava preso em
decorrência de outras investigações de estupros ocorridos na capital.
Nós cumprimos um mandado de busca e apreensão na residência dele e
encontramos equipamentos eletrônicos com filmagens e fotografias dos
crimes”, explicou a delegada.
De acordo com ela, em alguns casos, ele obrigava as vítimas a falarem
o nome e a idade. Por isso, a polícia tinha ciência de que havia uma
mulher chamada Larissa, de 22 anos, que sofreu violência sexual por
parte do policial. “Nós focamos nos sinais particulares dela, que no
caso eram as tatuagens, e verificamos também a situação do
desaparecimento. A partir daí, realizamos o mapeamento dos casos e
descobrimos que a maioria acontecia na região do zoológico de Curitiba,
que o suspeito conhecia bem”, completou a delegada.
Quando a família falou, durante as investigações, que o último sinal
de celular de Renata foi na região da BR-376, a polícia ligou as
informações e encontrou o corpo da jovem. “Por meio de tudo o que
apuramos, podemos confirmar que ele a estuprou na região do zoológico e a
matou, abandonando o corpo na estrada. Acreditamos que a intenção não
era matá-la, já que ele deixou as outras vítimas voltarem para casa.
Pode ser que ela tenha oferecido alguma reação e ele se desesperou ou
foi por causa da frieza mesmo, para ocultar o primeiro crime”.
A última imagem gravada pelo policial mostra Larissa nua, fora do
carro, algemada e com as mãos para trás. Nesse momento, ela teria sido
executada. Exames não conseguiram apurar, no entanto, qual foi a causa
da morte.
Segundo a delegada, uma semana após o assassinato, Peterson se
encontrou com outra mulher, também no intuito de violentá-la, e ela
relatou aos policiais que ele estava bastante nervoso na ocasião e
ameaçou matá-la. Por algum motivo, ele a poupou.
Histórico
A delegada contou que a primeira denúncia contra o policial é de
outubro do ano passado, de uma mulher que já era conhecida dele. “Na
época, ele negou o crime, mas mesmo assim, foi indiciado. O segundo
aconteceu este ano e a vítima foi atraída por meio das redes sociais.
Pelo que notamos até agora, o suspeito é uma pessoa fria. Ele alega que
houve relação sexual consentida entre ele e as vítimas, mas em um tipo
de dominação. Na cabeça dele, isso não configura estupro. Mas na verdade
é. Se as mulheres negavam os fetiches dele, ele se tornava ainda mais
violento”, comentou a delegada.
Os crimes aconteciam sempre dentro ou próximo ao carro do policial.
Até agora, outras seis mulheres procuraram a delegacia para denunciar
Peterson por estupro.
Ele já foi indiciado em dois desses casos e, no crime contra Larissa,
deve responder por estupro e feminicídio, que é o crime motivado pela
misoginia, o ódio contra a mulher. O PM continua preso temporariamente,
mas deve ter a prisão convertida para preventiva.
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