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A morte de uma gestante no interior de
São Paulo causada por um problema no coração trouxe à tona uma
importante discussão sobre gestações de risco. Giseli Cristina Sanches,
de 39 anos, grávida de trigêmeos, faleceu após sofrer uma parada
cardíaca no dia em que comemorava o chá de bebê de seus filhos.
Segundo informações do site de notícias
G1, Giseli estava no sétimo mês de gestação e desde o quinto fazia
acompanhamento pré-natal no Hospital de Base, em São José do Rio Preto,
São Paulo, por conta da idade avançada e da gestação múltipla.
Ela sofreu parada cardíaca dentro de uma
ambulância a caminho do hospital, depois de passar mal e vomitar muito
na noite em que realizou seu chá de bebê, conforme contaram os
familiares.
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| © Peerayot/shutterstock infarto ataque cardiaco 0317 400×800 |
Com a morte de Sanches, uma cirurgia de emergência foi feita para tentar salvar os bebês. Infelizmente, nenhum deles resistiu.
Ao G1, o hospital afirmou que demais
informações sobre a paciente ou o atendimento “não podem ser divulgadas
para não infringir o sigilo médico e em respeito à privacidade da
paciente”.
A idade avançada e a gestação múltipla
caracterizavam a gravidez de Giseli como sendo de risco, o que levantou
dúvidas sobre a relação deste tipo de caso com o perigo de uma parada
cardíaca.
Para Jairo Iavelberg, ginecologista do
Hospital BP, unidade hospitalar da BP – A Beneficência Portuguesa de São
Paulo, que não acompanhou o caso, é extremamente raro que gestantes
sofram paradas cardíacas. Por isso, o médico é taxativo ao afirmar:
parada cardíaca não pode ser relacionada aos eventos gestacionais.
“Falar que ela teve parada cardíaca ou embolia pulmonar por estar grávida de trigêmeos não é verdade”, garante.
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| © Henrik5000 / Istock bebe utero gravidez gestacao 06.17 400×1400 0 |
Ele ainda ressalta que a classificação
de uma gestação como “de risco” é um alerta para que os cuidados com a
gestante e o bebê sejam redobrados, e não uma sentença de que algo irá
dar errado.
“O que pode ocorrer é uma parada
cardiorrespiratória em pacientes que possuem alterações clínicas
cardiológicas-pulmonar e não foram diagnosticadas na gravidez, mas não
em decorrência da gestação em si”, difere.
Conforme Jairo Iavelberg explicou
ao VIX, gravidez de risco é o nome dado para classificar todas as
gestações que, por algum motivo, demandam cuidados mais específicos,
seja pela idade da gestante ou presença de alguma doença que pode
comprometer o desenvolvimento da gravidez.
Nesses casos, o acompanhamento da
gestante durante o período é fundamental porque, caso alguma alteração
séria aconteça, o risco durante a própria gravidez ou o parto podem
aumentar.
Fatores que tornam a gestação de risco![]() |
| © stefanolunardi/shutterstock mulher batimentos gravidez 217 400×800 |
Somente um especialista será apto a
decidir se a gestação oferece ou não risco aumentado. Por isso, é
fundamental que a gestante faça os exames pré-natal assim que souber da
gravidez.
O médico, junto com os resultados dos
exames feitos periodicamente pela paciente, poderá identificar alguns
sinais de alerta, como grande variação de peso ou do tamanho do útero em
pouco tempo.
Abaixo, estão listados 3 dos fatores mais comuns na classificação de uma gravidez de risco:
Doenças
A presença de doenças, como diabetes,
pressão alta, lúpus, entre outras, sejam elas existentes antes da
gravidez ou desenvolvidas durante, está entre os principais fatores para
classificar uma gestação como de alto risco.
“Hipertensão arterial e diabetes
gestacional são importantes porque, a partir do momento em que são
diagnosticadas, devem ser acompanhadas como fatores de risco para a mãe e
o bebê”, afirma o especialista.
Segundo ele, é preciso ficar de olho,
sobretudo, na hipertensão, porque pode levar ao descolamento da
placenta, causando a morte do bebê. Já a diabetes gestacional promove
alterações placentárias e que comprometem a troca de nutrientes e
oxigenação entre a mãe e o bebê.
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| © LPETTET/iStock ultrassom gemeos dna 116 400×800 |
“Toda gestação gemelar (gêmeos) vai ser
tratada em pré-natal como de alto risco”, explica Iavelberg. Segundo
ele, isso acontece porque algumas pesquisas mostram que a incidência de
doenças gestacionais e até mesmo a ocorrência de partos prematuros são
mais comuns em grávidas de gêmeos.
Grávidas com mais de 40 anos passam a
ser tratadas como pacientes de risco porque, pela idade, são mais
propensas a desenvolverem alterações, como grandes variações de peso ou
de pressão.
Entretanto, conforme contou o
especialista, isso não irá definir a gestação. “Será necessário um
acompanhamento mais aproximado dessa gestação, mas é possível que ela
chegue ao fim sem problema algum”, relatou o médico.
O que fazer?![]() |
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Como cada gestação é única, somente o
médico poderá dizer qual o tratamento mais indicado, no caso de uma
gestação de risco. De modo geral, o acompanhamento irá definir se a
gestante necessita de repouso, complementação alimentar, dietas ou
exercícios.
“Gravidez não é doença, eu sempre brinco
com isso”, afirma o médico ao defender que não é necessário estar presa
a uma cama para ter uma gravidez segura e saudável, pelo contrário.
Segundo ele, até mesmo atividades físicas, como caminhada ou
hidroginástica, que são de baixo impacto, são recomendadas às gestantes.
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Tags:
Saúde





